Desde sua estréia no Brasil, Os Cavaleiros do
Zodíaco faz uma carreira incomum mesmo para um grande sucesso que foi. Passados
12 anos desde que foi ao ar pela primeira vez na extinta Rede Manchete, a saga
de Seiya, Shiryu, Hyoga, Shun e Ikki mantêm a chama de seus cosmos acesa e
ganham novos fãs a cada dia.
Exemplos disso não faltam. Mais de dez anos
depois do encerramento da agora chamada série clássica, os Defensores de Athena
voltaram à ativa em duas aguardadíssimas aventuras em anime: a Saga de Hades
(para TV e DVD) e a Saga do Céu, que é inciada em Os Cavaleiros do Zodíaco - O
Filme: Prólogo do Céu – que estréia nessa quinta, dia 2, nos cinemas
brasileiros.
RUMA AO OLIMPO:

Os Anjos Teseu e Odisseu tentam matar Seiya
O Prólogo do
Céu, segundo filme estrelado pelos Cavaleiros do Zodíaco a chegar às telonas
nacionais (o primeiro foi Os Cavaleiros do Zodíaco – O Filme, que mais tarde, ao
ser lançado em vídeo foi rebatizado de A Batalha de Abel), é um divisor de águas
na história de sucesso da criação de Masami Kurumada.
Ao contrário de todas as sagas anteriores, o derramamento de sangue perde espaço
para um aprofundamento psicológico dos personagens, sobretudo Seiya e Saori –
por causa de sua nunca assumida relação – e do drama pessoal de Marin – que só
vai entender quem sabe como acaba a Saga de Hades.
A falta da ação eletrizante que sempre marcou as
aventuras dos Defensores de Athena, além do vácuo existente entre o final da
Saga de Hades (que ainda espera para ser animado) e o início da Saga do Céu pode
gerar uma certa insatisfação – para não dizer decepção – por parte dos fãs. Para
se ter idéia a tão aguardada apoteótica batalha no final do filme entre Apolo e
Seiya acontece praticamente em meio aos créditos (!) – quem sabe, não fica para
a segunda parte.
Por outro lado, a qualidade técnica do longa é
impecável, além de, para o bem ou para o mal, ter dado início a saga que mostra
as batalhas contra os deuses do Olimpo que deve, segundo reza a lenda, ser uma
trilogia que será encerrada quando os Cavaleiros de Athena estiverem frente a
frente com o todo-poderoso Zeus.
O Prólogo do Céu também é considerado uma divisor
de águas porque Masami Kurumada, o criador da série original, não ficou
satisfeito com resultado do longa. Demitiu praticamente a equipe inteira. Sobrou
até para os dubladores japoneses originais, que foram trocados por novos até na
Fase Inferno de A Saga de Hades. Pelo menos esse é um problema que os fãs
brasileiros não terão: todo o elenco original de dublagem das séries anteriores
foi mantido pela Álamo para O Prólogo do Céu , assim como a tradução e adaptação
também são assinadas uma vez mais pela equipe de mangás da JBC.
O PRÓLOGO:

Apolo também surge para condenar a postura da Deusa da Terra
A História do
Prólogo do Céu começa logo após o término das lutas contra Hades e seus
Espectros no Inferno. Seiya está confinado à uma cadeira de rodas sofrendo as
chagas impostas por uma maldição lançada pelo próprio Imperador do Mundo
Inferior.
Já os Cavaleiros de Ouro – que têm um papel
importante durante a Saga de Hades que ainda não foi mostrada na versão animada
– tiveram suas almas lacradas por terem se voltado contra os deuses e não podem
fazer nada para ajudar o Pégasus e seus amigos da nova ameaça que ronda o
Santuário.
Athena é quem está cuidando de Seiya quando
surgem Artemis e seus Cavaleiros Celetiais Ícaro, Teseu e Odisseu. A deusa da
Lua vêm à Terra para tomar o Santuário da irmã que, assim, como seus Cavaleiros,
se rebelou contra os deuses ao se confrontar contra Poseidon e Hades. Pior: para
salvar o mundo uma vez mais, Athena terá que sacrificar seu amor por Seiya e
executá-lo. Além de Artemis, Apolo, o deus do Sol, está por perto para se
certificar que a irmã cumpra o seu cruel destino.
Com Artemis como a nova deusa do Santuário, além
do trio de Anjos enviado pelos deuses, Shina, Jabu e outros Cavaleiros passam a
combater Shiryu, Ikki, Shun e Hyoga. Enquanto isso, Seiya, sem praticamente
força alguma, pouco pode fazer para ajudar Saori e seus amigos nessa situação
caótica.
Fonte: Marcelo Del Greco/Henshin.com.br